Por Rafael Bueno
Depois da partida contra o Uruguai, no sábado à tarde, os titulares da seleção brasileira só voltaram a pegar na bola nesta terça-feira, véspera do confronto com o Paraguai. A partida será realizada no estádio do Arruda, em Recife.
O treino se restringiu a alguns minutos de trabalho tático em jogadas de bola parada. Tanto a defesa quanto o ataque foram exigidos. Após o trabalho, os jogadores realizaram um animado rachão, atividade comum no futebol que não passa de uma brincadeira.
A dúvida sobre quem será o substituto de Luís Fabiano, suspenso, persiste. Alexandre Pato e Nilmar revezaram-se no treinamento comandado pelo treinador. Já o lateral Daniel Alves, se depender do treino de hoje, será mantido na lateral-direita.
Não se discute a folga dada aos jogadores no domingo, dia seguinte à goleada sobre o Uruguai. Ontem, naturalmente, apenas os reservas fizeram um coletivo contra uma equipe de base do Santa Cruz; os titulares apenas fizeram um trabalho regenerativo, com corridas em volta do campo.
É muito estranho, contudo, que se dedique apenas alguns minutos ao trabalho tático e depois seja liberado o rachão.
A seleção mostrou deficiências na partida de Montevidéu, apesar da goleada. Dunga deveria ter aproveitado melhor o tempo que teve hoje para treinar sua equipe, em especial o posicionamento defensivo, visando dar menos brechas à criação de jogadas do adversário.
O rachão é uma atividade descontraída que exige o físico dos atletas tanto quanto – ou até mais – um treinamento tático coletivo com paradas para instruções e posicionamento dos atletas. A diferença é que a brincadeira nada acrescenta na preparação do Brasil para a Copa.
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