O Brasil caiu. Para muitos, o vilão será Felipe Melo. Um gol contra e uma expulsão. Eu prefiro ficar com o conjunto da obra. Tudo teve sua influência. Desde a convocação de jogadores sem nível técnico até a falta de sangue frio dos jogadores. Um primeiro tempo ótimo. Um segundo tempo horroroso. Mil teorias estão sendo colocadas. Psicológicas, táticas, técnicas e outras mais. A verdade é que não seria justo uma seleção de 82 que encantava o mundo até perder para a Itália, não vencer a Copa e a Seleção de 2010, apenas com a garra dos cervejeiros, vencer um campeonato mundial.
A frieza européia prevaleceu. O Brasil provou do próprio veneno. Tinhamos um time que pouco atacava, mas quando avançava nos contra-ataques era fatal, mortal e assim foi a Holanda.
Sneijder mostrou porque será o camisa 10 da Copa. Um meia clássico. O camisa 10 que falta a muitas seleções e equipes do mundo. O motor, o cabeça da equipe. E que cabeça! No segundo gol, o pequenininho prevaleceu sobre a forte e alta defesa brasileira.
Dunga se irritou. Não entendia como um time podia ser tão perfeito no primeiro tempo e tão apático no segundo. Ele não entendia porque ainda lhe falta muita experiência. Futebol não é uma ciência exata. Brasil e Holanda podem jogar mais umas 10 vezes e a chance do Brasil vencer 8 dessas 10 é muito grande. Tinhamos mais time, mas não convertemos essa superioridade em gols, principalmente na primeira etapa. A Holanda cadenciou o jogo após estar vencendo. Fez cera, simulações e o Brasil provou do próprio veneno.
Com vocês perceberam, nem falei do Kaká. Ele só passeou na África.
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